Rosa Lobato Faria, Levantem-se e batam Palmas!

Rosa Maria de Bettencourt Rodrigues Lobato de Faria, escritora e actriz portuguesa, nasceu a 20 de Abril de 1932 e morreu hoje dia 2 de fevereiro de 2010, com 77 anos depois de ter sido internada há uma semana com uma anemia grave num hospital privado de Lisboa. Filha de um oficial da Marinha, cresceu entre Lisboa e Alpalhão , no Alentejo. Era viúva de Joaquim Figueiredo Magalhães, editor literário, desde 26 de Novembro de 2008.

Rosa Lobato Faria estava internada num hospital privado de Lisboa há uma semana devido a anemia e já há mais de seis meses que sofria de complicações devidas a uma cirurgia motivada por uma infecção intestinal. O corpo de Rosa Lobato Faria vai estar amanhã de manhã na Igreja de Santa Isabel, perto do Largo do Rato, em Lisboa, onde decorrerá uma missa pelas 15h00, disse à Lusa um familiar. Depois da celebração, o funeral sairá para um cemitério de Lisboa, mas a fonte disse ainda desconhecer qual. Sendo que a actriz será cremada, os cemitérios de Alto S. João e Olivais são as únicas possibilidades em Lisboa.

O Ministério da Cultura manifestou, em comunicado, “grande pesar pelo falecimento” da poetisa e romancista, destacando que “a actividade que desenvolveu na área da escrita, fundamentalmente como autora de romances, mas também de poemas, contos, peças de teatro, argumentos para televisão e letras de músicas e, ainda, como actriz em filmes e séries televisivas constituem um legado que atesta a sua criatividade e extrema sensibilidade e que perpetuará como fonte de inspiração para novas gerações”.

Rosa Lobato faria era realizada a todos os niveis, Como actriz, Lobato Faria integrou o elenco da primeira novela portuguesa, “Vila Faia” (1983), e trabalhou com Herman José em “Humor de Perdição” também como argumentista. Filmou com João Botelho (“Tráfico, de 1998, e “A Mulher Que Acreditava Ser Presidente dos Estados Unidos da América”, de 2003). Foi também dirigida por Lauro António em “Paisagem Sem Barcos” (1983) e “O Vestido Cor de Fogo” (1986). Estreou-se como locutora na RTP na década de 1960.

Como romancista publicou ainda “Os Pássaros de Seda” (1996), “Os Três Casamentos de Camilla S.” (1997), “Romance de Cordélia” (1998), “O Prenúncio das Águas” (1999, que foi Prémio Máxima de Literatura em 2000) e “A Trança de Inês” (2001). Escreveu também “O Sétimo Véu” (2003), “Os
Linhos da Avó” (2004), “A Flor do Sal” (2005), “A Alma Trocada” (2007) e “A Estrela de Gonçalo
Enes” (2007), além de ter assinado vários livros infantis. Os dois primeiros romances tiveram tradução na Alemanha e “O Prenúncio das Águas” foi publicado em França pelas Éditions Métailié. O seu último livro, “As Esquinas do Tempo”, foi publicado em 2008 pela Porto Editora.

Escreveu ainda dezenas de letras para canções, muitas delas para festivais da canção. Entre elas o conhecido “Chamar a Música”, interpretado por Sara Tavares.

– O País esta de luto, por isso em Homenagem a esta grande personalidade portuguesa, levamtem-se e batam palmas! Até sempre! –

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