Jovem morre em Lloret del Mar!

Maria e José deslocaram-se a Lloret de Mar para identificar o corpo do filho que anteontem perdeu a vida ao cair da varanda de um hotel. Ao Jornal de Noticias, os pais afastaram liminarmente a hipótese de suicídio. O corpo só na terça-feira partirá para Portugal.

A cruel realidade atingiu, ontem, Maria e José, no Tanatório de Lloret de Mar, na Costa Brava da Catalunha. “Não queria acreditar. Só acreditei quando o vi ali à minha frente”, disse, ao Jornal de Noticias, a mãe de Artur, poucos minutos depois de ter identificado o corpo do filho. Ao seu lado, o marido, José, visivelmente abalado, abanava a cabeça em desolação.

“Era um rapaz fantástico. Não bebia, não fumava e era um óptimo aluno”, recordou a mãe. O pai acrescenta: “No ano passado, teve três 19 e o resto tudo 20, queria seguir Medicina… era o sonho dele”. Os boatos de que o filho se teria suicidado deixaram os pais incomodados. Rejeitam, de todo, tal hipótese e condenam os que avançaram teorias sem confirmação. “Era um rapaz muito divertido e atinado, saiu muitas vezes com os amigos e não tinha problemas”, assegurou Maria. “É impossível. Não me acredito”, garantiu o pai.

Os pais confessaram ao Jornal de Noticias que, mal tomaram posse dos bens de Artur, foram ler as últimas mensagens escritas e o que viram fê-los acreditar ainda mais em que tudo não passou de um infeliz acidente. “Não havia lá nenhuma mensagem triste. Diziam todas “está tudo bem”, ou “estou-me a divertir”, garantiu Maria. A reforçar a convicção dos pais está o facto, apurado pelo Instituto Médico Legal de Lloret de Mar, de que Artur terá caído de cabeça, sofrendo um fatal traumatismo crânio-encefálico. Segundo os pais, desde novo, o jovem teria a prática de se debruçar frequentemente das varandas, tendo a mãe alertado para a perigosidade do acto mais do que uma vez.

Após terem identificado o corpo do filho, Maria e José, sempre acompanhados por um elemento do Consulado português em Barcelona e por responsáveis da agência de viagens na qual viajara Artur, fizeram questão de ir ver o local da tragédia e subir à varanda de onde o filho caiu para a morte. “Quero ir ver com os meus olhos, como foi possível ele cair”

Maria e José fizeram, ontem, a pior viagem da sua vida para ir buscar o corpo do filho a Lloret de Mar, mas hoje regressam a Lamego de mãos vazias. É fim-de-semana pascal e só na terça-feira é que os serviços oficiais espanhóis reabrem para dar saída ao corpo. Uma situação que motivou queixas dos pais, que desejavam ver “tudo resolvido o mais depressa possível.” Em casa têm à sua espera os dois irmãos mais novos de Artur, que também se recusam a acreditar que o irmão já não volta mais.

(In Jornal de Noticias)

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